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HISTÓRIA DA UVA GOETHE


UVA GOETHE
Urussanga, desde o início da colonização, sempre teve uma forte ligação com o cultivo de videira e com o processamento do vinho. Entre as variedades introduzidas, merece destaque a Goethe que, com o decorrer dos tempos, mostrou possuir uma boa adaptação à região e também características próprias que diferenciam o seu vinho das demais cepas aqui cultivadas.
 
A origem científica desta cepa, composta 87% por variedade vinífera (européia) e 13% americana, remonta ao ano de 1851. O norte-americano Edward Stanniford Roger obteve vários cultivares com o cruzamento da uva Carter com Black Hamburg (Black Muscat). Entre elas, destaca-se a Goethe, cuja denominação, tudo indica, tenha sido em homenagem  ao filósofo alemão Wofgan Goethe. As progenitoras desta uva apresentam em sua árvore genealógica variedades viníferas como a Moscat da Alexandria (origem no Egito), Moscat de Hamburgo, Schiava Grossa (origem na Itália) e a Isabella.
 
As primeiras parreiras de uva Goethe em Urussanga surgiram em fins do século XIX. Seu vinho foi muito valorizado pela região, sendo consumido nas décadas de 40 a 60 daquele século em Laguna, Florianópolis, Rio de Janeiro (capital: no Copacabana Palace e no Palácio do Catete) e Salvador. As marcas da época participavam de exposições de âmbito nacional e internacional e receberam prêmios significativos.
 
Os vinhos da uva Goethe, desde 2013, recebem o Selo da INDICAÇÃO DE PROCEDENCIA VALES DA UVA GOETHE. Os parreirais da Vigna Mazon correspondem a 50% da necessidade para produção dos vinhos, sendo que para a outra metade se adquire as uvas Goethe no próprio territorio demarcado. 

HISTÓRIA DA UVA GOETHE
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